carnuda, perspicaz, doce.
pele na pele da pele que é mais que pele.
é desejo, é querer, é sentir, é necessitar...
pele que é pele na pele,
desejo que é sentir o querer,
carnuda, sagaz, doce...
sentir o querer do desejo,
da pele na pele, que é mais que pele,
mais que carne, calor, sentir, ter...
o corpo, a pele, o desejo, a pele...
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domingo, 24 de outubro de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
estrada...
equilíbrio, ternura,
pele, cheiro.
desejo, candura,
abraço, cheiro.
ternura, desejo,
abraço, beijo.
pele, cheiro.
desejo, candura,
abraço, cheiro.
ternura, desejo,
abraço, beijo.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
naquelas noites de chuva...
na magia daquelas noites de chuva
poesia que escrevemos nas pedrinhas da calçada
os beijos que demos naquelas noites de chuva...
o copo de vinho meio bebido
entornado no chão do quarto
tuas roupas espalhadas, teu corpo querido...
no calor daquelas noites de chuva
teus beijos queimando minha alma
teus abraços fazendo-me ignorar a chuva...
"Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil."
Vinicius de Morares, O Haver.
poesia que escrevemos nas pedrinhas da calçada
os beijos que demos naquelas noites de chuva...
o copo de vinho meio bebido
entornado no chão do quarto
tuas roupas espalhadas, teu corpo querido...
no calor daquelas noites de chuva
teus beijos queimando minha alma
teus abraços fazendo-me ignorar a chuva...
"Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil."
Vinicius de Morares, O Haver.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
batuque...
la no fundo da rua
o rei do pião
joga seu jogo
girando a vida na mão
à volta dele mulheres
batucando no peito
de mãos abertas
gingando com deleito
saindo da roda
a índia de cabelos negros
rodopia com o rei
cantando seus segredos...
o rei do pião
joga seu jogo
girando a vida na mão
à volta dele mulheres
batucando no peito
de mãos abertas
gingando com deleito
saindo da roda
a índia de cabelos negros
rodopia com o rei
cantando seus segredos...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
laranja, mel e canela...
à primeira dentada sinto os cabelos a arrepiarem-se com a tua acidez. espera. afinal és doce! da tua carne, ferida pela minha boca, sangra uma seiva aromática, refrescante, que escorre pela minha garganta.
faço cair sobre ti um pequeno riacho cor de oiro, translucido, sinuoso, brincalhão. cobre-te de pequenas caricias, enrosca-se, como um amante ansioso pelos beijos ternos da sua amada.
em jeito de dança, salpico-te com esta coisa meio estranha, que se cola aos meus dedos. agora sim. estás pronta.
laranja, mel e canela. haverá coisa mais simples, mais doce, mais quente?
faço cair sobre ti um pequeno riacho cor de oiro, translucido, sinuoso, brincalhão. cobre-te de pequenas caricias, enrosca-se, como um amante ansioso pelos beijos ternos da sua amada.
em jeito de dança, salpico-te com esta coisa meio estranha, que se cola aos meus dedos. agora sim. estás pronta.
laranja, mel e canela. haverá coisa mais simples, mais doce, mais quente?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
cumplicidade...
num cruzar de olhos adivinhou-se...
um enlaço de pernas, um abraço terno.
numa melodia vibrante criou-se...
um troar de pés, um pulsar sereno.
jasmin e chocolate, paixão e saudade...
suster a respiração e continuar.
cantar o corpo a dançar...
um enlaço de pernas, um abraço terno.
numa melodia vibrante criou-se...
um troar de pés, um pulsar sereno.
jasmin e chocolate, paixão e saudade...
suster a respiração e continuar.
cantar o corpo a dançar...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
noites brancas...
na noite em que te escrevo
a escuridão envolve o meu peito
sonho com as coisas que não te disse
com tudo o que ficou esquecido no nosso leito...
creio no nosso fogo... aquela loucura que nos aquece...
nada serve o lamento deste corpo se apenas no teu ele estremece...
vem... vem... vem.... o tempo passa... vem... vem... vem... e me abraça...
a escuridão envolve o meu peito
sonho com as coisas que não te disse
com tudo o que ficou esquecido no nosso leito...
creio no nosso fogo... aquela loucura que nos aquece...
nada serve o lamento deste corpo se apenas no teu ele estremece...
vem... vem... vem.... o tempo passa... vem... vem... vem... e me abraça...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sussurro...
sinto-te nas coisas em que toco,
sinto-te nas ruas macilentas
cheias de gentes baças.
quero-te no copo de vinho que bebo,
quero-te agora que respiro
neste sofá onde me acabo.
pele, a minha pele, a tua pele,
a nossa pele... o nosso calor...
o nosso desejo...
sinto-te nas ruas macilentas
cheias de gentes baças.
quero-te no copo de vinho que bebo,
quero-te agora que respiro
neste sofá onde me acabo.
pele, a minha pele, a tua pele,
a nossa pele... o nosso calor...
o nosso desejo...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
suor e fantasia...
"dança comigo a primeira valsa da primavera..."
lua que cresce, lua que mingua...
do cimo da montanha espias os amantes...
há restos de suor e ternura no meio dos lençóis
onde esta noite se acabou, em beijos suplicantes...
de quê?
de nada... e de tudo...
lua que cresce, lua que mingua...
do cimo da montanha espias os amantes...
há restos de suor e ternura no meio dos lençóis
onde esta noite se acabou, em beijos suplicantes...
de quê?
de nada... e de tudo...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
chá de menta - parte 1
a matéria
num velho fogão a lenha, uma chaleira enferrujada de histórias começa a assobiar... um liquido doirado borbulha no seu interior, libertando ondas e aromas doces e verdes, que chegam em mensagens subtis e convidativas à porta da loja de tapetes.
cinco folhas de hortelã, uma colher de açúcar e aquele tapete azul se faz favor...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
toque...
pelas frestas da janela traços de luar vão
salpicando os lençóis de prateado e frescura
ao meu lado apenas um desejo não consumado...
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