sonhei ontem: um barco que me levava a
praias distantes banhadas pelo mesmo mar.
a costa de linhas suaves, salpicada de árvores,
pintada a ocre e verde.
sonhei ontem: éramos uns quantos marinheiros
num barco de madeira, gritávamos: liberdade!
a costa de linhas suaves, salpicada de árvores,
pintada a ocre e verde.
alguém acena da praia:
"bem vindos a casa."
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
de granito...
áspera, irregular, sólida.
assim é a tua pele.
quando me tocas, com os teus dedos frios e húmidos,
sinto conforto.
quando te peço um carinho, subitamente aqueces com a
luz do sol.
deitada no teu regaço, contas-me histórias fascinantes,
de homens, barcos e mar.
minha mãe, minha amante, minha terra, assim és tu,
deitada ao luar...
assim é a tua pele.
quando me tocas, com os teus dedos frios e húmidos,
sinto conforto.
quando te peço um carinho, subitamente aqueces com a
luz do sol.
deitada no teu regaço, contas-me histórias fascinantes,
de homens, barcos e mar.
minha mãe, minha amante, minha terra, assim és tu,
deitada ao luar...
sábado, 19 de dezembro de 2009
post-it...
dois gomos de laranja
trincados até meio
...
dois meios-gomos de laranja:
estão no congelador!
trincados até meio
...
dois meios-gomos de laranja:
estão no congelador!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
traineira...
feita de negra madeira, pintada a punho firme, toda ela ondula no cais. sacode os cabelos, arqueia as costas, fita o horizonte e sorri confiante. hoje vai passear. apesar da chuva miudinha que lhe humedece a pele, não se importa. hoje vai passear. mãos ternas de um belo moço cingirão a sua delgada cintura, levando-a rio acima. o sol já diz adeus, pede desculpa mas combinou um chá com a vizinha. ela não se importa. hoje vai voltar a sair do cais, sentir a chuva no rosto, brincar com as algas que se prendem nos seus dedos, beijar o vento...
quarta-feira, 11 de março de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
felina imagem... arisca mensagem...
felino esquivo dono de mim
notas de malícia nos teus lábios
cantam uma canção sem fim...
surges na noite fria
e brincando com os meus sentidos
esperas que eu sorria...
depois foges novamente
refugias-te em sons desentendidos
palavras criadas deliberadamente...
felino arisco dono de ti...
notas de malícia nos teus lábios
cantam uma canção sem fim...
surges na noite fria
e brincando com os meus sentidos
esperas que eu sorria...
depois foges novamente
refugias-te em sons desentendidos
palavras criadas deliberadamente...
felino arisco dono de ti...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
...
todo o teu corpo é um poema
uma sinfonia uma melodia
teus olhos verdes de maresia...
todo o fulgor de seres tu
amante da terra servo da lua
meu sonho é meu fado: ser tua...
uma sinfonia uma melodia
teus olhos verdes de maresia...
todo o fulgor de seres tu
amante da terra servo da lua
meu sonho é meu fado: ser tua...
segunda-feira, 16 de junho de 2008
"que o sertão vire mar e o mar vire sertão..."
Depois de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964, um filme de Glauber Rocha, musica de Villa Lobos)
nem manuel, nem beato, nem corisco... apenas os homens desta terra...
nem deus nem o diabo, apenas o céu e a terra... e o mar...
ao longe... depois da montanha... sempre o mar... e a ilha também...
existe sempre uma ilha... aquela ilha, a tal ilha...
cego júlio descendo o sertão com a sua viola as costas...
"morreu maria bonita"...
nem manuel, nem beato, nem corisco... apenas os homens desta terra...
nem deus nem o diabo, apenas o céu e a terra... e o mar...
ao longe... depois da montanha... sempre o mar... e a ilha também...
existe sempre uma ilha... aquela ilha, a tal ilha...
cego júlio descendo o sertão com a sua viola as costas...
"morreu maria bonita"...
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